{"id":308,"date":"2020-10-27T00:02:51","date_gmt":"2020-10-27T03:02:51","guid":{"rendered":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/?p=308"},"modified":"2020-10-27T15:34:03","modified_gmt":"2020-10-27T18:34:03","slug":"porque-discordo-de-uma-leitura-com-um-vies-unicamente-psicologico-de-um-simbolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/?p=308","title":{"rendered":"Porque discordo de uma leitura com um v\u00edes unicamente psicol\u00f3gico de um s\u00edmbolo"},"content":{"rendered":"<p>Por Frater Goya<\/p>\n<p>Antes de come\u00e7ar a ler este texto, o leitor precisa estar informado que o objetivo do mesmo n\u00e3o \u00e9 invalidar a psicologia e suas ferramentas, que s\u00e3o extremamente valiosas na sociedade moderna, mas apenas demonstrar que por vezes, a presun\u00e7\u00e3o de um saber absoluto pode nos obrigar a dobrar os joelhos ante o erro que foi induzido por este sentimento. H\u00e1 coisas sobre as quais nada conheceremos e outras das quais conheceremos bem pouco. A vida humana possui uma riqueza tremenda e uma pluralidade quase infinita e acreditar que podemos usar uma chave \u00fanica para todas as interpreta\u00e7\u00f5es, nos levar\u00e1 cada vez mais fundo num abismo do qual n\u00e3o poderemos depois retornar com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Pretendemos demonstrar um pequeno exemplo sobre como uma &#8220;leitura\/interpreta\u00e7\u00e3o&#8221; psicol\u00f3gica, pode levar ao erro e ao engano no entendimento de um texto tradicional. Costumeiramente chamo esse tipo de interpreta\u00e7\u00e3o de &#8220;Teoria do Pato Donald&#8221; <em>(exposta originalmente na Revista Planeta, N\u00ba7 de Mar\u00e7o de 1973, no artigo &#8216;Em Busca da Serpente Marinha&#8217; e adaptada aqui)<\/em>:<\/p>\n<p>Imaginemos que daqui 2 mil anos, uma equipe de arque\u00f3logos desenterra fragmentos de uma obra de Walt Disney escrevesse pomposamente: &#8220;Os homens do S\u00e9culo 20 da era Crist\u00e3 acreditavam numa esp\u00e9cie de pato branco, representado vestido com uniforme de marinheiro da \u00e9poca, sem d\u00favidas por tratar-se de um palm\u00edpede marinho. Com base nas ef\u00edgies que possu\u00edmos dele, essa ave fabulosa, chamada de Pato Donald (<em>Donald Duck<\/em> em ingl\u00eas), isto \u00e9, Senhor Velho Pato (de <em>Don<\/em>, senhor, <em>ald<\/em>, velho e <em>duk<\/em>, pato, nas diversas l\u00ednguas p\u00e1leo-europ\u00e9ias) era dotada de dentes e tinha as m\u00e3os prenseis, com quatro dedos. A partir desses caracteres anat\u00f4micos, alguns zo\u00f3logos acreditam tratar-se de uma representa\u00e7\u00e3o estilizada de uma esp\u00e9cie de s\u00e1urio, aparentada o <em>Archeopterix<\/em>, p\u00e1ssaro primitivo de tra\u00e7os reptilianos, que teria sido contempor\u00e2neo dos in\u00edcios da Idade At\u00f4mica.<br \/>\nEssa hip\u00f3tese no entanto deve ser rejeitada, pois diversos tratados cient\u00edficos da \u00e9poca j\u00e1 classificavam o <em>Archeopterix<\/em> e seus semelhantes entre os f\u00f3sseis da era secund\u00e1ria, h\u00e1 quarenta milh\u00f5es de anos, portanto. Devemos concluir que <em>Donald Duck<\/em> \u00e9 um dos inumer\u00e1veis semideuses m\u00edticos cultuados ingenuamente pelos homens do s\u00e9culo 20. Sem d\u00favida eles o invocavam, na esperan\u00e7a de assegurar uma prote\u00e7\u00e3o divina \u00e0s suas viagens mar\u00edtimas, al\u00e9m dele, havia ainda outras divindades menores, que eram por ele protegidas, uma esp\u00e9cie de trindade de deuses emergentes, chamados de Zezinho, Huguinho e Luizinho, e frequentemente suas narrativas mitol\u00f3gicas traziam outros personagens recorrentes como um rato e um tipo de cachorro mais evolu\u00eddo que os demais, pois era um cachorro que falava enquanto outros na mesma hist\u00f3ria, pareciam ser apenas animais de companhia.&#8221;<\/p>\n<figure style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/d9\/2020\/06\/10\/belchfire-runabout-1934-usado-pelo-pato-donald-1591805538150_v2_450x337.jpg\" alt=\"Pato Donald\" width=\"450\" height=\"337\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pato Donald<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse exemplo serve para nos lembrar que o pensamento sincr\u00e9tico, pode muitas vezes ser conduzido erronemente, como \u00e9 dito num antigo ditado chin\u00eas que diz: <strong>&#8220;Se o homem errado usar o meio correto, o meio correto atuar\u00e1 de modo errado&#8221;<\/strong>. Tomamos a liberdade de pegar uns poucos trechos da obra &#8220;O Segredo da Flor de Ouro&#8221;, de Richard Wilhelm com pref\u00e1cio e notas de C.G. Jung, publicado no Brasil pela Editora Vozes, e os comentarei em seguida sob a \u00f3tica do conhecimento de cultura oriental, como praticante e estudioso dos mesmos temas ali expostos.<\/p>\n<p><strong>Texto Original (Hui Ming Ching)<\/strong><br \/>\n&#8220;Se quiseres completar o corpo diamantino sem eflux\u00f5es Deves aquecer diligentemente a raiz da consci\u00eancia e da vida. Deves iluminar a terra bem-aventurada e sempre vizinha e nela deixar sempre escondido teu verdadeiro eu&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Leitura Psicol\u00f3gica Junguiana<\/strong><br \/>\nEstes versos cont\u00eam uma esp\u00e9cie deindica\u00e7\u00e3o alqu\u00edmica, um m\u00e9todo ou caminho para a gera\u00e7\u00e3o do &#8220;corpo diamantino&#8221;, que \u00e9 mencionado em nosso texto. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um &#8220;aquecimento&#8221;, ou seja, uma eleva\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, a fim de que a morada da ess\u00eancia espiritual seja &#8220;iluminada&#8221;. Assim, pois, n\u00e3o \u00e9 apenas a consci\u00eancia, mas tamb\u00e9m a vida que deve ser elevada ou exaltada. A uni\u00e3o de ambas produz a &#8220;vida consciente&#8221;. Segundo o <em>Hui Ming Ching<\/em>, os antigos s\u00e1bios conheciam o modo de suprimir a separa\u00e7\u00e3o entre consci\u00eancia e vida, pois cultivavam as duas. Deste modo o &#8220;<em>sch\u00eali<\/em> (corpo imortal) se funde&#8221; e se &#8220;completa o grande Tao.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O que o texto est\u00e1 querendo dizer realmente &#8211; Frater Goya<\/strong><br \/>\nA cultura chinesa na sua antiguidade n\u00e3o possu\u00eda um conceito de vida ap\u00f3s a morte, e portanto, era um pensamento que n\u00e3o atra\u00eda os pensadores chineses daquele per\u00edodo, que acabaram por desenvolver as t\u00e9cnicas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), como acupuntura, Moxabust\u00e3o, Sangria, herbalismo, <em>Tuin\u00e1<\/em>, e exerc\u00edcios terap\u00eauticos como o <em>Qigong<\/em>, como formas de preservar a vida o m\u00e1ximo que fosse poss\u00edvel, por n\u00e3o haver garantias de um p\u00f3s-vida. Com isso, a busca por tornar-se imortal, e com o conceito Tao\u00edsta que a morte \u00e9 uma escolha e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o, criaram-se t\u00e9cnicas que buscavam gerar um corpo imortal, atrav\u00e9s de medita\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas de <em>Qigong<\/em>, Alquimia Tao\u00edsta e algo de Alquimia Sexual tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Quando o texto diz: &#8220;Deves aquecer diligentemente a raiz da consci\u00eancia e da vida. Deves iluminar a terra bem-aventurada&#8230;&#8221; a refer\u00eancia \u00e9 ao <em>Dantien<\/em>, ou campo de cultivo do enxofre, que \u00e9 um ponto energ\u00e9tico dentro do corpo, com tamanho e forma pr\u00f3ximos aos do \u00fatero feminino, mas que n\u00e3o possui exist\u00eancia f\u00edsica, mas que pode ser manipulado por essas t\u00e9cnicas.<br \/>\nO <em>Hui-Ming Ching<\/em> (Livro da Sabedoria da Mente ou da Natureza Original) foi publicado originalmente em 1794, como um tratado tao\u00edsta. O tratado original \u00e9 bastante curto e possui passagens simb\u00f3licas que ilustram t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o profunda e t\u00e9cnicas de yoga chinesa (<em>qigong<\/em>), que permitiriam o praticante a transcender a natureza humana rumo \u00e0 divindade. Logo, o texto trata de t\u00e9cnicas f\u00edsicas e de indu\u00e7\u00e3o do pensamento (n\u00e3o bastando apenas &#8220;imaginar&#8221;, mas levar \u00e0 mente a uma a\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 interagir com o corpo).<\/p>\n<p><strong>O Segredo da Flor de Ouro\u00a0<\/strong><br \/>\nNoutra passagem lemos: &#8220;Mestre L\u00dc DSU dizia: Deve-se cumprir a decis\u00e3o tomada de todo o cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o procurar o resultado. Ent\u00e3o, este vir\u00e1 por si mesmo. No primeiro per\u00edodo do desencadeamento poder\u00e3o ocorrer principalmente dois erros: a pregui\u00e7a e a distra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas isto pode ser remediado. O cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser posto demasiadamente na respira\u00e7\u00e3o. A respira\u00e7\u00e3o vem do cora\u00e7\u00e3o. O que prov\u00e9m do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 respira\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAssim que o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 despertado, cria-se a for\u00e7a da respira\u00e7\u00e3o. Esta \u00faltima \u00e9, originariamente, a atividade do cora\u00e7\u00e3o, transformada. Quando nossas ideias correm muito depressa, ocorrem fantasias involunt\u00e1rias que s\u00e3o sempre acompanhadas por uma aspira\u00e7\u00e3o, pois essa respira\u00e7\u00e3o interior e exterior \u00e9 interligada como o som e o eco.<br \/>\nDiariamente aspiramos in\u00fameras vezes e \u00e9 igualmente incont\u00e1vel o n\u00famero de fantasias. Desse modo se esvai a clarezado esp\u00edrito, da mesma forma que a madeira seca e a cinza se desfaz.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O que o texto est\u00e1 querendo dizer realmente &#8211; Frater Goya<\/strong><br \/>\nAqui, o texto tradicional, quando diz: &#8220;O cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser posto demasiadamente na respira\u00e7\u00e3o. A respira\u00e7\u00e3o vem do cora\u00e7\u00e3o. O que prov\u00e9m do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 respira\u00e7\u00e3o.&#8221;, \u00e9 apenas um alerta para que se evite a respira\u00e7\u00e3o tor\u00e1cica, buscando a respira\u00e7\u00e3o abdominal. A respira\u00e7\u00e3o tor\u00e1cica (respirar com o peito estufado, feito um soldado) gera a sensa\u00e7\u00e3o de ansiedade tamb\u00e9m ajuda a aumentar a press\u00e3o sangu\u00ednea. Da mesma forma, quando na pr\u00e1tica do <em>Tai Chi Chuan<\/em> o mestre orienta o aluno a antes de come\u00e7ar a sua pr\u00e1tica &#8220;afundar o <em>Qi<\/em>&#8220;, ele est\u00e1 apenas dizendo para se buscar a respira\u00e7\u00e3o abdominal, tranquila, que \u00e9 a respira\u00e7\u00e3o natural de um beb\u00ea quando nasce.<br \/>\nEsse linguajar simb\u00f3lico e rebuscado tem como finalidade ocultar de olhos profanos t\u00e9cnicas milenares protegidas por fam\u00edlias ou religi\u00f5es que as produziam para seu pr\u00f3prio uso, com objetivo de preservar aquele grupo, aumentando a sua qualidade de vida e evitando doen\u00e7as por exemplo, que poderiam exterminar outros grupos ou cl\u00e3s inimigos que n\u00e3o tinham a mesma preocupa\u00e7\u00e3o nem entrar em conflito armado por exemplo, ou caso isso fosse necess\u00e1rio, terem um desempenho melhor em campo de batalha.<br \/>\nOutros textos aludem a outras figuras de linguagem como por exemplo: &#8220;seguir pelo caminho de cultivo de cin\u00e1brio (enxofre) e seguir at\u00e9 a casa da fazenda e a partir da\u00ed subir ao pal\u00e1cio celestial dos imortais&#8221;. Esse texto em si carrega outra refer\u00eancia no corpo humano: novamente fazer que a respira\u00e7\u00e3o (controlada pela mente), suba pelas costas at\u00e9 um ponto espec\u00edfico (a casa da fazenda [ponto DM14 na acupuntura]) e subir at\u00e9 o topo da cabe\u00e7a (para o ponto DM20 <em>Baihui<\/em> na acupuntura). Mais uma vez, s\u00e3o processos f\u00edsicos e n\u00e3o aspectos da psique.<\/p>\n<p>Um outro diagrama chin\u00eas de alquimia interna, o <em>Neijin Tu<\/em>, do s\u00e9culo XIX, nos mostra a imagem de um corpo humano como reflexo microc\u00f3smico de toda natureza, sendo um mapa para atingir a perfei\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas alqu\u00edmicas semelhantes as citadas acima no texto. A imagem mostra diversas paisagens como os 3 tesouros, os 3 Dantien (inferior com o touro cultivando a terra, m\u00e9dio ponto dourado no centro do peito e superior como o monge meditando). Sua explica\u00e7\u00e3o complexa n\u00e3o cabe na finalidade do presente texto.<\/p>\n<figure style=\"width: 564px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i.pinimg.com\/564x\/6c\/d2\/f7\/6cd2f7bf6bc40adbefa255c397c58c64.jpg\" alt=\"The Nei Jing Tu or \u201cInner Landscape\u201d\" width=\"564\" height=\"943\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Nei Jing Tu<\/figcaption><\/figure>\n<p>Logo, cremos que nessa altura deste pequeno texto, fica demonstrada a limita\u00e7\u00e3o de uma interpreta\u00e7\u00e3o que tenha como objetivo interpretar tais imagens (escritas ou desenhadas) apenas como uma representa\u00e7\u00e3o da mente ou um mapa da mesma. Muitas vezes s\u00edmbolos s\u00e3o compostos que envolvem n\u00e3o somente atos da mente, mas tamb\u00e9m atos do corpo ou provocados pelo corpo, ou ainda rela\u00e7\u00f5es com lugares que tem import\u00e2ncia per se, e n\u00e3o apenas enquanto uma rela\u00e7\u00e3o arquet\u00edpica com a psique humana. Ignorar isso seria o equivalente a nos deixar eternamente presos dentro da mente humana, como se n\u00e3o houvesse nenhuma realidade f\u00edsica que se imp\u00f5e diante do ser humano e sua rela\u00e7\u00e3o com o universo que o cerca. Embora tenhamos usado poucos exemplos, acreditamos ter esclarecido o leitor o suficiente para que n\u00e3o se deixe levar por devaneios e gin\u00e1sticas mentais esdr\u00faxulas que nada acrescentam \u00e0 jornada pessoal, do que mera satisfa\u00e7\u00e3o mental al\u00e9m de ter &#8220;decifrado&#8221; ainda que erroneamente, os segredos da esfinge, mas o segredo ainda est\u00e1 l\u00e1 e o estudante do meramente racional ser\u00e1 devorado por ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Frater Goya Antes de come\u00e7ar a ler este texto, o leitor precisa estar informado que o objetivo do mesmo n\u00e3o \u00e9 invalidar a psicologia e suas ferramentas, que s\u00e3o extremamente valiosas na sociedade moderna, mas apenas demonstrar que por vezes, a presun\u00e7\u00e3o de um saber absoluto pode nos obrigar a dobrar os joelhos ante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/308"}],"collection":[{"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=308"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/308\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":316,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/308\/revisions\/316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grimorio.cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}